Keep It Simple, Stupid!
Olá a todos!
Já faz um tempo que tenho tido frequentes discussões com um amigo sobre usabilidade no Gnome e KDE.
Eu sou usuário do Gnome desde 2001. Antes disso usava KDE e gostava muito. Nessa época o Gnome ainda estava muito atrasado e pouco interessante. Em 2001/2002, no entanto, foi lançado o Gnome 2, e me deu vontade de testar pra valer. Gostei muito do que vi e tirei completamente o KDE e comecei a usar só o Gnome.
Desde então venho acompanhando os avanços do Gnome, e comparando com outras interfaces gráficas. Vejo que o Gnome tem sido bem consistente no caminho que tomou.
Uma das coisas mais fantásticas no Gnome (pra mim) é a sua simplicidade e organização. É sempre muito fácil achar alguma coisa no Gnome, seja nos seus menus, seja no Nautilus.
Eu estava conversando com um outro amigo sobre a simplicidade do Mac OS X e sobre como o Gnome se assemelha a ele, e fui apresentado ao princípio KISS - "Keep It Simple, Stupid!" Dei uma pesquisada e vi que, apesar de não estar escrito dessa forma, esse é o princípio que rege o Gnome (e o Mac OS X). A idéia me agradou, e ultimamente vejo simplificando ainda mais as coisas que tenho feito.
Discutindo com esse meu amigo do KDE, ele colocou que o KDE é redundante, pois tem vários caminhos para a mesma coisa.
Isso, para mim, não é uma vantagem, principalmente se considerarmos um usuário novato em ambientes não-Windows.
Quando se tem em vários lugares a mesma coisa, o usuário não assimila direito o caminho. Se você tem no menu, 3 ou 4 lugares em que pode chegar ao Kterminal, como você pode criar um rastro na sua mente, se toda vez você acaba indo por um caminho diferente?
Digo isso considerando a grande maioria, é claro que sempre tem gente que consegue memorizar as coisas com mais facilidade, mas essa não é a regra geral.
Acho que o KISS é um bom princípio e que deve ser usado sempre que possível. À partir de agora tentarei cada vez mais usar esse princípio sempre que for desenvolver um novo projeto.



Fala, Raph! Cara,
Fala, Raph!
Cara, simplicidade é essencial para usabilidade, sem dúvida!
E redundância é um princípio de Usabilidade em Inteface com o Usuário, onde você tem várias opções (não necessariamente muitas) para atingir o mesmo objetivo, o que permite exatamente a adaptação do usuário à forma que ele considerar mais fácil (ou simples, uma das definições de "fácil", no dicionário). Agora, o que é fácil, ou simples, - num grande resumo - vai depender somente da experiência - não só com o que ele estiver lidando mas até de vida - e gosto do usuário).
Um exemplo disso, que até já te citei, é o uso ou não de interface gráfica, tanto p/ softwares específicos como para o Linux, de forma geral. Por exemplo, você prefere, porque tem mais facilidade ou considera mais ágil ou por costume ou pelos motivos que forem, executar tudo (ou muita coisa) na linha de comando, apesar de partir da interface gráfica para tal, como, ao baixar um arquivo compactado, abrir o terminal para executar a linha de comando para descompactar. Comando, aliás, cujos parâmetros demorei um pouco a gravar e nem conheço todas as opções, até porque não me interessam mais do que como 2ª opção, ou seja, uma alternativa, uma vez que eu, por outro lado, prefiro usar tudo o que puder pela interface gráfica (mesmo tento iniciado a usar computador na base do DOS e gostar muito dele - e usá-lo bastante - por muito tempo). Dessa forma, executo a mesma operação que você, descompactar um arquivo, porém com um clique de botão direito sobre o arquivo e outro com o esquerdo na opção do menu de contexto, opção que, acredito, você raramente também deve se lembrar. E não é por que há duas (ou mais) formas de fazer a mesma coisa que eu ou você temos problemas para usar o sistema, por, como você sugere, não fazer memória de ao menos um dos caminhos para o objetivo. Ao contrário, cada um fez e faz memória do que considera mais "fácil". Isso é redundância.
Obviamente, tanto redundância demais quanto simplicidade demais (v. citação de Einstein no próprio link do KISS, no seu texto) poderão gerar dificuldades, como as que já te falei sobre as dificuldades que tive com o GNOME (a resolver somente com costume), e as que você teve com KDE. Como já te mostrei, as suas dificuldades com o KDE se deram pelas implementações com que você teve contato (ditros baseadas no RedHat - não que isso seja causa ou conseqüência), redundantes demais (para nós - sim, apesar de já ter achado boas, por um tempo, concordo), diferentes da implementação do kubuntu ( por exemplo, da categorização do menu, uma das coisas sobre as quais conversamos - http://shots.linuxquestions.org/scaled/Kubuntu%206.10/5.gif ), que, pelo que vejo nas screenshots no site do kde (o mesmo exemplo, do menu bem categorizado - e simples - e até com filtro - http://kde.org/screenshots/images/3.5/03-kicker.png ), parece ser o padrão do kde.
Um último exemplo, para não estender ainda mais o meu comentário, é minha mãe, que ficou fascinada porque ensinaram a ela que ela podia usar ctrl+p para imprimir a partir do navergador e ela não precisaria mais acessar Arquivo > Imprimir ...
Assim, caso haja muitos caminhos para uma mesma coisa, pode até haver dificuldade em assimilar todos eles, mas não para aquele que cada usuário considerar mais fácil (ou simples ;-) ).
[ ]ão.
Depois que conversamos, eu
Depois que conversamos, eu vi que, realmente, o KDE melhorou bastante desde a última vez que mexi com ele.
Acredito que você concorde comigo que o KDE ficou mais clean nesses últimos tempos, e acho que isso também é parte de um processo de simplificação do uso.
Certamente que a redundância é benéfica, quando se torna um facilitador(exemplo do ctrl+c/ctrl+v) mas pode um tanto inconveniente quando num mesmo menu(menu K) você tem vários caminhos para chegar, por exemplo, ao terminal(creio que você vai discordar disso, mas tudo bem hehe). Talvez isso acabe sendo o que você considera preferência, mas o que tenho visto é que todas as implementações estão indo para a simplicidade(redundante, mas simples). O próprio projeto KDE(como você mostrou) está rumando para isso...
Enfim, no fim caímos na velha questão do gosto. Mas uma coisa, eu acho, é indiscutível: a simplicidade e objetividade está cada vez mais no centro do desenvolvimento de soluções.
Abraço!
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